Ao menos 21 policiais de Mato Grosso do Sul foram presos ao longo de 2026, em diferentes operações que investigam crimes como tráfico de drogas, desvio de entorpecentes apreendidos, corrupção, vazamento de informações sigilosas e proteção a organizações criminosas. As prisões ocorreram em operações conduzidas pela Polícia Civil, pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela Receita Federal. Fazem parte da lista policiais civis, militares e policiais penais.
Somente na Operação Infiltrados, deflagrada em setembro deste ano, 10 policiais civis e militares foram presos, além de um policial penal que já estava custodiado. Entre os detidos, está o delegado da Polícia Civil Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e com passagem pelo Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros), unidades de elite da Polícia Civil.
Segundo a investigação, Hoffman facilitava a entrada de integrantes do grupo no depósito da Denar, de onde teriam sido retiradas cerca de duas toneladas de cocaína pura. A comercialização da droga desviada teria movimentado cerca de R$ 15 milhões.
Na mesma operação, foram presos os policiais civis Douglas Tobias, Neverson Vieira de Araújo, Luiz Carlos de Souza, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Nilton César Sales dos Santos, Marcos André Santos Chaves e Roberto Palmeira da Silva, além dos policiais militares Alison Lemes Bezerra e Thiago Bezerra Laurentino. O policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos, que já estava preso por outra investigação, também aparece entre os alvos da Infiltrados.
Com informações:Midiamax

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