Um caso de extrema violência contra a mulher será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em novembro, em Campo Grande. Wellington Paes Lino, de 25 anos, é acusado de tentar matar a ex-namorada após não aceitar o fim do relacionamento. O ataque aconteceu em 6 de abril de 2025, no bairro Tiradentes.
Segundo as informações do processo, a vítima, que tinha 40 anos na época, foi atingida por mais de 10 golpes de faca, que provocaram ferimentos na região íntima, virilha e abdômen. Ela foi socorrida por familiares e encaminhada à Santa Casa, onde permaneceu internada para receber atendimento médico.
De acordo com o relato da mulher, o relacionamento era marcado por ciúmes, ameaças e episódios anteriores de violência. Os dois estavam juntos havia quase três anos, entre períodos de separação e reconciliação. Antes do ataque, ela já havia solicitado uma medida protetiva contra o então companheiro.
Ataque aconteceu após pedido de separação
Na noite do crime, o casal teria participado de uma festa. Segundo a vítima, Wellington ingeriu bebida alcoólica e demonstrou ciúmes. Ao retornarem para casa, ela pediu que ele deixasse o imóvel, pois queria encerrar o relacionamento.
Ainda conforme o depoimento da mulher, o homem saiu do quarto e retornou carregando uma faca e um isqueiro. Em seguida, começou a golpeá-la.
A vítima também relatou episódios anteriores de violência, incluindo a destruição de objetos da residência, documentos das filhas e roupas que teriam sido incendiadas. Em outra ocasião, um tijolo arremessado pelo acusado atingiu uma das jovens, provocando um corte profundo no braço.
Suspeito foi preso três dias depois
Após o ataque, Wellington permaneceu foragido por três dias. Ele foi localizado e preso por policiais do Garras, com apoio do SIG de Dourados, no dia 9 de abril de 2025, na residência da mãe, no bairro Moreninhas.
Inicialmente, o acusado foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Entretanto, após audiência de custódia, recebeu liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento de medidas cautelares.
A decisão provocou preocupação na vítima, que afirmou temer pela própria segurança e pela dos filhos. Diante da situação, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com uma medida cautelar para tentar suspender a liberdade concedida ao investigado, apontando risco de novas agressões.
Agora, Wellington será submetido ao Tribunal do Júri, onde responderá pela acusação de tentativa de feminicídio em contexto de violência doméstica.
O julgamento deverá definir a responsabilidade criminal do réu, respeitando o princípio da presunção de inocência.
Fonte: Campo Grande News.

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