Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, foi encontrada morta com 14 golpes de faca na manhã desta segunda-feira (29) dentro da casa onde morava, no município de Ribas do Rio Pardo. A vítima, que trabalhava como assistente social na instituição Pestalozzi, foi localizada pelo próprio cunhado por volta das 6h30, caída no chão de seu quarto com ferimentos profundos no pescoço. O crime brutal assustou os moradores da região e levantou o alerta das autoridades, principalmente porque não houve subtração de valores ou objetos do imóvel, o que afasta inicialmente a hipótese de latrocínio e aponta para um homicídio direcionado. As informações são do site Campo Grande News.
A descoberta do corpo ocorreu após uma alteração na rotina diária da idosa. Maria José residia sozinha, mas em um imóvel interligado às casas de outros familiares, funcionando como uma espécie de condomínio. Todas as manhãs, ela preparava o café e o deixava na varanda antes de ir para o trabalho. Ao notar a ausência do café, seu cunhado, Nilson Pereira de Gois, tentou chamá-la batendo na janela do quarto. Sem obter resposta e ouvindo os choramingos da cadela de estimação da vítima, ele decidiu entrar pelos fundos da residência. A porta estava aberta e, ao acender a luz do quarto, o familiar deparou-se com a cena. A bolsa da idosa, bem como um colar e um anel de formatura que ela utilizava, não foram levados pelo invasor.
A dinâmica do assassinato chama a atenção pela falta de ruídos. Familiares e vizinhos de casas adjacentes não relataram ter ouvido barulhos suspeitos ou latidos de cães de guarda durante a noite e a madrugada. A Polícia Civil foi acionada logo após o achado do corpo e iniciou os trabalhos de perícia no local. Durante os levantamentos preliminares, a família entregou às autoridades imagens do circuito de segurança de um vizinho, que registraram a movimentação de um homem em frente ao imóvel em dois momentos distintos: às 19h30 de domingo e, posteriormente, entre 0h40 e 1h10 da madrugada de segunda-feira, quando o suspeito adentrou uma área de matagal próxima à residência.
Em nota oficial, o delegado responsável pelo caso, Felipe Braga, comunicou que testemunhas já foram ouvidas e que a polícia conseguiu identificar o suspeito, que, segundo relatos extraoficiais, pode ser um foragido do sistema prisional. As diligências seguem sob rigoroso sigilo para garantir o andamento e o sucesso da investigação.
A vítima era considerada uma mulher de vida discreta e pacata, sem inimizades, histórico de ameaças ou relacionamentos amorosos recentes. Maria José também carregava um histórico familiar importante para a política local: ela era filha adotiva de Magnólia Marques Fogaça, a primeira vereadora da história de Ribas do Rio Pardo, eleita na época da emancipação da cidade e falecida no ano passado, aos 102 anos.
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