O caso ocorreu em Aquidauana. De acordo com informações levantadas pelo Jornal Midiamax, a mãe da vítima estava casada com o professor desde 2015. A mulher disse à polícia que tem um casal de gêmeos com o professor, de 4 anos, e outros dois filhos de um relacionamento anterior. Já o suspeito tem quatro filhos também de outro relacionamento, mas apenas dois moram com o casal.
Depois de voltar de uma viagem, da qual se ausentou de casa por alguns dias, a mãe da vítima foi surpreendida pela filha dizendo que havia sofrido abusos do padrasto na sua ausência.
A jovem contou detalhes que, segunda ela, incluíam compra de bebida alcóolica, abraços e frases que diziam à vítima que ela deveria colocar “pijama” para que o suspeito pudesse “beijá-la na testa” e em outras partes íntimas. O professor teria insistido para que a vítima vestisse pijama. Em duas ocasiões também comprou bebida alcóolica para a jovem e fez com que ela faltasse aula e ficasse em casa sozinha com ele.
Os relatos de abuso vieram durante o trabalho, quando a mãe recebeu uma ligação da filha. Antes de começar a detalhar a situação ela teria dito à mãe: “espero que você acredite em mim”.
Depois de ouvir os relatos da vítima, a mulher, que estava dando aula, encerrou as atividades e aguardou o professor buscá-la no trabalho, conforme haviam combinado.
Ao chegar em casa, o suspeito foi questionado e confrontado pela mulher. Ele não negou os abusos e classificou a sua conduta como uma “falha de caráter” e um “desvio de caráter”, dizendo que aquilo não aconteceria mais.
O suspeito ainda disse que durante a infância viveu em um internato, onde teria vivenciado situações “horríveis” e carregava consequências dessas experiências. A mãe da vítima gravou a conversa e entregou o celular à polícia.
Os outros dois filhos do professor também se pronunciaram confirmando a historia da vítima. Segundo a filha do suspeito, o professor teria comprado bebida alcóolica para ela e para a vítima. Dois dias depois, a vítima conta que não foi levada a escola e que o padrasto também comprou bebida para ela.
Diante dos relatos atuais, a mãe se recordou de um fato que na época não achou relevante. Por volta dos 7 anos, a vítima teria dito que alguém entrava em seu quarto durante a noite. Porém, com muitas pessoas morando na casa, sendo comum que todos dormissem próximos, seria comum uma circulação nos quartos, o que não fez a mãe da vítima suspeitar de qualquer tipo de situação de abuso. Somente agora a mãe passou a considerar a situação como relevante.
*Com informações jornal Midiamax*
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