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João Augusto é condenado a mais de 67 anos de prisão por duplo feminicídio em Campo Grande

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João Augusto Borges de Almeida durante julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)
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João Augusto Borges de Almeida, de 22 anos, foi condenado a mais de 67 anos de prisão pelo duplo feminicídio de Vanessa Eugênio Medeiros, de 23 anos, e da filha, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses, nesta quarta-feira (27), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.

O crime ocorreu no dia 26 de maio do ano passado. Na época, em coletiva de imprensa, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com o pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou-a até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.

Já pela manhã, João Augusto foi interrogado; assim, alegou ter sido induzido na delegacia a falar que cometeu o crime porque não queria se separar e pegar pensão. “Eu fui induzido a falar isso. Conforme tantas perguntas sobre o mesmo assunto, acabei confirmando”, alegou.

O réu falou que o tapa dado por Vanessa o teria deixado fora de si. “Fora de controle, totalmente fora de controle e sem consciência. Não foi exatamente por causa de uma mulher; poderia ter sido até minha irmã. Mas eu nunca levei um tapa na cara, então, isso aí me deu um excesso de raiva”, afirmou o pai de Sophie.

A defesa de João Augusto tentou pedir pela desclassificação de feminicídio, assim, sustentou que ele fosse condenado por duplo homicídio. No entanto, o réu foi condenado a mais de 67 anos de prisão em regime fechado por feminicídio e ocultação de cadáver.

João ouviu a sentença sem esboçar nenhuma reação, permanecendo neutro. Sendo condenado a 31 anos de prisão pelo feminicídio da esposa e 31 anos e três meses pelo da filha. Além disso, foi condenado a 5 anos de prisão pela ocultação de cadáver, totalizando 67 anos e três meses de prisão.

A sentença foi assinada pelo juiz de Direito Aluízio Pereira dos Santos.

João Augusto Borges de Almeida no banco dos réus na 2ª Vara do Tribunal do Júri. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Relembre o crime

João Augusto foi preso no dia 27 de maio do ano passado, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.

Após matar a companheira e a filha, por volta das 16 horas, durante o intervalo de almoço do suspeito, ele trabalhou normalmente no dia 26 de maio, pois, conforme disse em interrogatório, acreditava que o crime seria descoberto somente após cerca de dois dias.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que João Augusto colocou fogo no corpo da filha e da esposa.

*Com informações Jornal Midiamax*

 

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