O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, trocou de celular, chip e número de telefone em fevereiro deste ano, justamente durante a primeira fase das investigações envolvendo o caso Banco Master. Naquele período, a Polícia Federal analisava os aparelhos celulares de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, que havia sido preso em novembro de 2025.
A informação ganhou destaque após a divulgação, nesta terça-feira (1º), de conversas entre Moraes e Vorcaro. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal conseguiu recuperar mensagens enviadas pelo banqueiro, mas não teve acesso ao conteúdo enviado pelo ministro.
As conversas, segundo os investigadores, utilizavam mensagens de visualização única. O método consistia no envio de capturas de tela de textos redigidos no aplicativo “Notas” dos celulares.
Dessa forma, as mensagens encaminhadas por Moraes não permaneceram disponíveis para recuperação no aparelho de Vorcaro. Para ter acesso ao conteúdo enviado pelo ministro, seria necessário obter o celular utilizado por ele.
A troca do aparelho, do chip e do número telefônico ocorreu em fevereiro de 2026, enquanto os investigadores examinavam os celulares apreendidos de Vorcaro. A coincidência temporal passou a chamar atenção no contexto das investigações e da análise das comunicações mantidas entre o ministro e o banqueiro.
Daniel Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso passou a envolver diferentes frentes de apuração e ganhou repercussão nacional diante das relações e comunicações mantidas pelo empresário.
A divulgação das conversas entre Moraes e Vorcaro reacendeu o debate sobre o conteúdo das mensagens e sobre a dificuldade de recuperação de comunicações realizadas por meio de recursos de visualização única.
Até o momento, o conteúdo das mensagens enviadas por Moraes não foi recuperado pela Polícia Federal, segundo as informações divulgadas.
*Com informações do Uol*

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