Uma megaoperação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (07) resultou na prisão de figuras públicas expressivas em Mato Grosso do Sul. Entre os detidos estão o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos, e o coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ed Carlo Britto Burgatt.
Denominada Operação Gutenberg, a ação mira uma organização criminosa suspeita de fraudar a fila de exames, cirurgias e leitos na rede hospitalar pública do Estado. O esquema teria gerado um rombo estimado em R$ 27 milhões.
Ao todo, o Gaeco cumpre 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão. A ofensiva ocorre simultaneamente em seis municípios sul-mato-grossenses — Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho —, além de desdobramentos em São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Alvos e prisões de impacto
O ex-prefeito Júnior Vasconcelos, que governou Fátima do Sul entre 2013 e 2016 pelo PSDB, atualmente exerce a função de assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS). Já o coordenador de Regulação, Ed Carlo Burgatt, foi preso em sua residência, localizada no bairro Jardim Panamá, na capital.
A operação também mirou o setor empresarial e de saúde privada. Entre os detidos estão a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e sua filha, a médica e empresária Olívia Paroschi Jafar. Olívia é ligada à Clínica Ross, que foi alvo de buscas. A família Jafar também é proprietária da Gráfica Alvorada, outra empresa na mira das investigações. Sede do Grupo Capital Benefícios, na Vila Glória, em Campo Grande, também recebeu equipes do Gaeco e do Batalhão de Choque da Polícia Militar desde o início da manhã.
Posicionamento Político
Júnior Vasconcelos atua hoje no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP). Em nota oficial, o parlamentar se pronunciou sobre o caso, distanciando-se das investigações e corrigindo informações sobre o cargo do assessor:
“O deputado estadual Jamilson Name esclarece que não possui qualquer relação com os fatos apurados pelo Ministério Público. O deputado esclarece ainda que Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior não exerce a função de chefe de gabinete (…). Atualmente, ele é servidor da Polícia Civil cedido para atuar no gabinete parlamentar, exercendo funções administrativas.”
Name completou afirmando que confia na condução das investigações pelo Ministério Público e pelo Judiciário, defendendo o direito à ampla defesa e à presunção de inocência de seu colaborador.
O Portal TV Planalto segue acompanhando o caso e atualizará as informações assim que novos desdobramentos forem divulgados pelas autoridades.


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