A senadora Soraya Thronicke chegou em Campo Grande na tarde deste domingo (22) para participar da COP15 e, em entrevista, afirmou que a sua candidatura para este ano ainda é uma questão a ser definida.
Atualmente a senadora está filiada ao partido Podemos. Ela afirmou que não descarta a possibilidade de uma mudança partidária por estratégia política, uma vez que o partido está enfrentando dificuldades na formação de chapas.
“Eu estou realmente conversando com o PSB (Partido Socialista Brasileiro). Até sexta-feira nós bateremos o martelo ou não. Por uma questão de articulação política, eu posso até sair do Podemos, mas o Podemos não sai de mim. A verdade é essa. O PSB hoje está perdendo o deputado Paulo Duarte, deputado estadual, por conta da dificuldade de se construir chapas. Está muito difícil construir chapas. Então, muitas vezes não é por nenhum problema, mas sim por uma articulação necessária de sobrevivência”.
A senadora afirmou que na quarta-feira (25) irá se reunir com o presidente do PSB, João Campos, para uma reunião, mas que já possui o aval da presidente do Podemos, Renata Abreu, para que o Mato Grosso do Sul siga de forma independente.
Durante a entrevista, Soraya também foi questionada sobre a atuação do governo do presidente Lula no território sul-mato-grossense e afirmou que a presença da COP15 no Estado demonstra a atenção nacional recebida. Além disso, ela afirmou que a atuação do governo federal está sendo feita fora dos palanques e com a realização dos trabalhos.
“O Brasil precisa entender que quem ganha eleição, depois da eleição, as pessoas têm que descer do palanque e fazer o seu trabalho. Ele está fazendo o trabalho dele. Nós estamos avançando, nossos números estão indo muito bem, em termos de avanço, de PIB, de inflação, de tudo. Por mais que nós estejamos em guerra, praticamente, com o Banco Central. Mas fatores que nós não conseguimos administrar, como é o caso de guerra e o caso de um parlamentar brasileiro que vai para fora, vai para os Estados Unidos e pede para que o nosso país seja supertarifado, são questões que nós jamais imaginávamos que aconteceriam”.
Em sua fala, a senadora fez referência ao parlamentar Eduardo Bolsonaro, que foi aos Estados Unidos em 2025 pedir por sanções tarifárias contra o Brasil em ataque ao governo do presidente Lula.
Confira abaixo o vídeo da entrevista.
Deixe um comentário