O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concedeu habeas corpus e determinou a soltura do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, preso preventivamente pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, em Campo Grande. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira (20).
Jazbik estava custodiado no Centro de Triagem da Capital e deveria deixar a unidade após a decisão judicial. A informação foi confirmada à reportagem pelo advogado José Belga Trad, que atua na defesa do médico.
A prisão preventiva havia sido decretada na última sexta-feira (14), pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, depois que a Polícia Civil concluiu a investigação apontando a morte de Fabíola como feminicídio.
Caso inicialmente foi tratado como suicídio
Fabíola foi encontrada morta dentro da residência onde vivia com o marido, no bairro Chácara dos Poderes. Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada como suicídio.
No decorrer das investigações, porém, exames realizados pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML) afastaram essa hipótese. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram que a fisioterapeuta teria sido vítima de violência doméstica e familiar.
Além das perícias, investigadores ouviram testemunhas e analisaram informações obtidas a partir de celulares apreendidos durante a apuração do caso.
Cardiologista já havia sido preso por porte de armas
Antes da prisão preventiva por suspeita de feminicídio, Jazbik já havia sido detido por porte ilegal de arma de fogo após a morte da esposa. Na ocasião, policiais apreenderam diversas armas na residência do casal.
Posteriormente, o cardiologista conseguiu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com testemunhas.
Defesa contestou prisão preventiva
O advogado José Belga Trad havia classificado a prisão preventiva como “descabida” e informado que recorreria da decisão.
Segundo a defesa, no momento em que a prisão foi decretada, o inquérito policial ainda não havia sido concluído e não existia denúncia apresentada formalmente contra o médico.
Com a decisão do TJMS, João Jazbik Neto deixa a prisão preventiva, enquanto o caso continua sendo apurado e deverá seguir os trâmites da Justiça. A soltura não significa encerramento do processo nem afastamento definitivo das suspeitas investigadas.
*Com informações jornal TopMídia News*

Deixe um comentário