Após mais de dez horas de julgamento no Tribunal do Júri de Sidrolândia, a Justiça definiu nesta quinta-feira (23) o destino dos quatro acusados pelo assassinato do pintor Magno Fernandes Monteiro. O autor confesso do crime, João Pedro Lopes, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Durante o interrogatório, João Pedro admitiu ter matado Magno com golpes de faca, mas negou ter utilizado um martelo na execução. A versão, no entanto, foi contestada pelo Ministério Público, que apresentou laudos periciais apontando que a vítima sofreu ferimentos provocados por dois instrumentos distintos.

Os outros três réus — Otávio Miguel Santos de Souza, Natally Machado da Silva e Adriana de Oliveira Lopes — foram absolvidos da acusação de homicídio. O Conselho de Sentença entendeu que eles responderam apenas pelo crime de ocultação de cadáver. Como todos permaneceram presos preventivamente por período superior às penas impostas, a Justiça determinou que sejam colocados em liberdade.
Em depoimento aos jurados, Otávio afirmou que foi envolvido na ocultação do corpo após ser ameaçado por João Pedro, alegando que possuía uma dívida com o condenado e temia represálias contra sua família. Ele também apresentou uma versão diferente da relatada por Natally Machado da Silva sobre quem teria fornecido as ferramentas utilizadas para cavar a cova onde o corpo foi enterrado.
O crime ocorreu em fevereiro de 2024, quando Magno Fernandes Monteiro desapareceu em Sidrolândia. Dias depois, seu corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa nos fundos de uma residência. As investigações apontaram que, após o homicídio, os envolvidos ocultaram o cadáver para dificultar a descoberta do crime.
A elucidação do caso ocorreu após Natally Machado da Silva procurar a Polícia Civil para denunciar episódios de violência doméstica praticados por João Pedro Lopes. Durante o atendimento, ela revelou informações sobre o assassinato e indicou o local onde o corpo estava enterrado, permitindo que os investigadores encontrassem os restos mortais da vítima e concluíssem o inquérito que culminou no julgamento realizado nesta quinta-feira.


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