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Um pronunciamento da vereadora Carol Terra (PL), realizado na Câmara Municipal de Sidrolândia na manhã desta segunda-feira (15), trouxe à tona denúncias sobre uma invasão em uma propriedade rural ocorrida no último fim de semana. Durante a fala, foram relatados danos materiais, incêndio em uma residência, ameaças a trabalhadores e prejuízos à atividade produtiva da região.
Segundo o discurso, o episódio vai além do rompimento de cercas e representa um ataque direto à produção agropecuária e à economia local e nacional. A parlamentar destacou que uma casa teria sido incendiada enquanto uma criança de dois anos estava no imóvel, além de citar a destruição de bens e a sensação de insegurança vivida pelas famílias do campo.
Ao abordar a questão indígena, a vereadora afirmou que não pretende responsabilizar os povos originários pelo conflito e ressaltou a convivência existente no município. Como exemplo, citou a presença de lideranças indígenas em cargos políticos, como é o caso do vereador e presidente da Câmara Otacir Figueiredo, e defendeu o respeito múuo entre as comunidades.
No entanto, o discurso atribuiu parte da tensão a interesses externos, criticando a atuação de organizações e agentes políticos que, segundo ela, utilizariam comunidades indígenas como instrumento de disputa sem apresentar soluções efetivas para problemas relacionados à saúde, educação e desenvolvimento econômico dessas populações.
Outro ponto levantado foi a denúncia da presença do crime organizado no meio rural. A parlamentar afirmou que produtores, funcionários e trabalhadores do campo estariam sendo alvo de ameaças constantes, comprometendo a tranquilidade e a continuidade das atividades agropecuárias.
Durante a manifestação, também foi feito um apelo para que o Governo Federal avance na criação de mecanismos jurídicos que garantam segurança e direitos tanto aos produtores rurais quanto aos povos indígenas, evitando novos conflitos fundiários.
O pronunciamento ainda destacou os prejuízos causados pela suposta invasão, incluindo a perda de móveis, danos em maquinários, rompimento de cercas, derrubada de árvores e relatos de furto de animais. A principal reivindicação apresentada foi a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos causados.
Ao final, o discurso reforçou a preocupação com o futuro da produção agropecuária e o impacto que a insegurança no campo pode gerar para a economia regional e para o abastecimento alimentar do país.
Um conflito entre produtores rurais e indígenas mobilizou militares na manhã deste domingo (14) na região Buriti em Sidrolândia. Indígenas da etnia Terena ocuparam a Fazenda São Sebastião da Serra no final da tarde de ontem. Uma produtora rural esteve na delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia e registrou um boletim de ocorrência logo após a ação de retomada dos indígenas alegando que haviam reféns no local e inclusive colocaram fogo em uma ponte, os indígenas negam.
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