Uma confraternização entre amigos terminou em um caso de violência doméstica na noite deste fim de semana, em Sidrolândia. Uma suposta proposta de relação sexual envolvendo três pessoas acabou provocando uma discussão que evoluiu para agressões físicas e mobilizou equipes da Força Tática da Polícia Militar.
De acordo com as informações apuradas, um casal promovia um churrasco em sua residência na companhia de um homem e uma mulher. Durante a reunião, o marido teria sugerido manter uma relação sexual com a esposa e a amiga convidada.
A situação tomou outro rumo quando a esposa respondeu que aceitaria a proposta, desde que o outro homem presente também participasse. A resposta teria irritado o marido, que passou a agredi-la com um tapa na nuca e socos na boca e no nariz.
A Polícia Militar foi acionada por meio do telefone 190 para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, os policiais encontraram um cenário de confusão, com várias pessoas discutindo ao mesmo tempo.
Segundo o registro da ocorrência, um homem segurava uma faca e apresentava comportamento agressivo, sendo contido por outra pessoa. Os militares isolaram a área e determinaram que ele largasse a arma branca e se deitasse no chão. A ordem foi obedecida sem resistência.
O suspeito alegou aos policiais que havia pegado a faca para se defender, afirmando que frequentadores de uma casa noturna localizada em frente à residência tentaram linchá-lo. Após ser informado sobre seus direitos, ele optou por permanecer em silêncio.
Como apresentava comportamento inicialmente agressivo e aparentava estar embriagado, foi necessário o uso de algemas durante a condução até a delegacia. O homem possuía escoriações no braço direito e no nariz, que, segundo sua versão, teriam sido causadas pelas agressões de populares.
A vítima apresentava um corte na parte interna da boca. Apesar da oferta de atendimento médico, ela recusou ser encaminhada para uma unidade de saúde.
Todos os envolvidos foram levados à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pelas providências legais. Questionada sobre a solicitação de medidas protetivas de urgência, a mulher informou que, naquele momento, não considerava a medida necessária.


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