O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), conhecido como Neno Razuk, foi entregue às autoridades brasileiras após ser preso na Bolívia por ingresso e permanência irregular no país vizinho. Ele já está sob custódia da Polícia Federal em Corumbá, município localizado na fronteira com a Bolívia, e deverá ser transferido para Campo Grande.
Neno Razuk era considerado foragido da Justiça desde o dia 8 de julho deste ano, após condenação em primeira instância no âmbito da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A prisão ocorreu antes da conclusão do pedido de inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol, autorizada pela Justiça de Mato Grosso do Sul no último dia 28. Como o procedimento ainda não havia sido finalizado, não existia mandado internacional de captura contra o ex-parlamentar.
Na manhã desta segunda-feira (3), o advogado de defesa, Ricardo Souza Pereira, informou que aguarda mais informações sobre os próximos procedimentos envolvendo a transferência do ex-deputado.
Condenação
Neno Razuk foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Apesar da sentença, ele recorria em liberdade até ser considerado foragido.
A Operação Successione investiga uma suposta organização criminosa envolvida em diversas práticas ilícitas, incluindo exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e roubos.
Perda do mandato
Em maio deste ano, após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral, Neno Razuk perdeu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Com isso, deixou de possuir o foro por prerrogativa de função, benefício que garantia julgamento por tribunais em casos relacionados ao exercício do cargo.
Além da condenação já proferida, o ex-deputado também responde como réu na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. As investigações seguem em andamento e apuram a atuação de um suposto grupo criminoso envolvido em uma série de crimes contra a administração pública e o patrimônio.


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