O deputado estadual Zeca do PT afirmou nesta segunda-feira (15) que as invasões e atos de destruição registrados em propriedades rurais na região de Sidrolândia teriam sido promovidos por um grupo que classificou como “indígenas bolsonaristas”, e não por lideranças tradicionais da Terra Indígena Buriti.
Segundo Zeca, as lideranças indígenas da Terra Indígena Buriti não teriam conhecimento prévio das invasões. O deputado apontou, sem apresentar provas, o nome de Rodrigues Alcântara, secretário de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti, como responsável pela organização das ações.
Ainda de acordo com o parlamentar, Alcântara integraria um movimento político alinhado à direita e apoiaria projetos ligados ao bolsonarismo na região, além de pré-candidaturas ao Senado e à Câmara Federal.
As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão envolvendo disputas territoriais entre indígenas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul.
O Conselho do Povo Terena emitiu um comunicado repudiando totalmente o discurso do deputado.
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Denúncias de violência nas propriedades
O caso mais grave teria ocorrido na Fazenda São Sebastião da Serra, invadida por volta do meio-dia da última sexta-feira (12).
Conforme relato apresentado às autoridades, dois funcionários da propriedade foram rendidos sob ameaça de arma de fogo, algemados e mantidos sob o controle dos invasores durante várias horas. As vítimas também teriam sofrido ameaças constantes de morte até serem liberadas por volta das 18h.
Durante a ocupação, a esposa e o filho pequeno de um dos trabalhadores teriam sido levados para uma propriedade vizinha, identificada como Fazenda Lindóia.
Informações divulgadas pela imprensa apontam ainda que todas as residências existentes na Fazenda São Sebastião da Serra foram incendiadas e que máquinas agrícolas foram retiradas do local e levadas para outra propriedade da região.
As denúncias também envolvem as fazendas Vassoura e Águas Claras. Proprietários relataram às autoridades a perda total de contato com funcionários que permaneciam nas áreas, impossibilitando um levantamento imediato sobre a situação dos trabalhadores e a extensão dos prejuízos.
Até o momento, os fatos seguem sob apuração das autoridades competentes. As acusações feitas pelo deputado estadual sobre a motivação política dos envolvidos não vieram acompanhadas da apresentação pública de provas.
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