A movimentação de viaturas, policiais e um helicóptero na região do Jardim Noroeste chamou a atenção de moradores na manhã desta segunda-feira (8), em Campo Grande. É um treinamento para a implementação do PPSM (Projeto Padrão Segurança Máxima) na Penitenciária de Segurança Máxima da Capital, uma das 138 unidades estratégicas selecionadas pelo Governo Federal para receber investimentos e ações de combate ao crime organizado.

A operação começa após EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Ambos têm atuação forte em Mato Grosso do Sul, com a prevalência do PCC na Máxima.
Durante os trabalhos, as equipes acompanham e auxiliam na implementação de procedimentos relacionados à movimentação de presos, revistas, controle de acessos, protocolos de segurança, gestão de equipes e demais rotinas de uma unidade de alta complexidade.
A ação é coordenada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em parceria com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Segundo a Senappen, Mato Grosso do Sul se tornou o primeiro estado a colocar em prática o eixo de capacitação e padronização operacional do projeto, etapa voltada ao treinamento de equipes e à implantação de protocolos de segurança inspirados nos procedimentos adotados pelo Sistema Penitenciário Federal.
As atividades contam com a participação da Força Penal Nacional, coordenada pela Polícia Penal Federal, além de 40 policiais penais sul-mato-grossenses. A Penitenciária de Segurança Máxima abriga atualmente 2.764 presos.

A proposta é compartilhar conhecimentos desenvolvidos ao longo de quase duas décadas pela Polícia Penal Federal, adaptando técnicas e procedimentos à realidade do sistema penitenciário estadual.
Além da capacitação, a unidade deverá receber nos próximos meses equipamentos adquiridos pela União, entre eles aparelhos de raio-X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização e controle dentro do presídio.
Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a iniciativa busca fortalecer os sistemas prisionais estaduais por meio da integração entre os entes federativos.
“Estamos levando para os estados não apenas equipamentos e tecnologia, mas também procedimentos, protocolos e conhecimentos construídos ao longo da experiência do Sistema Penitenciário Federal. O objetivo é fortalecer a capacidade operacional das unidades estratégicas e ampliar a integração entre as forças penais brasileiras no enfrentamento ao crime organizado”, afirmou.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou que a ação permite a troca de experiências entre profissionais que atuam diariamente em diferentes regiões do País.
“Os policiais penais de Mato Grosso do Sul possuem reconhecida experiência e desempenham um papel fundamental para a segurança pública do estado. A atuação conjunta com a Força Penal Nacional cria uma oportunidade valiosa de intercâmbio de conhecimentos, procedimentos e experiências entre profissionais que atuam diariamente no enfrentamento ao crime organizado”, disse.
Força Penal Nacional
A presença da Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul foi autorizada pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) por meio da Portaria nº 1.214. A missão tem duração inicial de 90 dias.
Atualmente, a operação reúne 22 policiais penais federais e estaduais vindos do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe. Eles atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.
Primeiro estado a iniciar nova etapa – De acordo com a Senappen, a atuação em Mato Grosso do Sul marca a primeira implementação prática do eixo de capacitação e padronização operacional em uma unidade contemplada pelo projeto.
O programa prevê investimentos em tecnologia, inteligência, infraestrutura e qualificação profissional em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas em todo o País.
Estruturado em três eixos, inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto busca ampliar o controle prisional, fortalecer a atuação das polícias penais e dificultar a atuação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios.
*Com informações Campo Grande News*
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