Um cachorro de pequeno porte morreu após ser atacado por um pitbull na tarde desta quarta-feira (27), na Rua Pirituba, no Bairro Guanandi, em Campo Grande. O animal, chamado Tota, tinha apenas 1 ano e estava ao lado da tutora, a pizzaiola Naiara Cristina da Silva Santos, quando o ataque aconteceu.
Segundo relato da mulher ao jornal Campo Grande News, o pitbull apareceu solto na rua e avançou violentamente contra o cachorro, arrastando-o pelo pescoço em plena via pública. O ataque ocorreu por volta das 16h, próximo a uma escola da região, e terminou com a morte do animal ainda no local.
Vídeos gravados logo após o ocorrido mostram o desespero da tutora enquanto o cachorro agonizava. Em uma das gravações, Naiara grita: “Está matando meu cachorro, não tem mais o que fazer”.
Abalada, ela afirmou que decidiu procurar a imprensa por medo de que novos ataques aconteçam no bairro. Segundo a moradora, o pitbull continua circulando solto pela região e já teria apresentado comportamento agressivo anteriormente.
“Eu quero justiça, porque se fosse uma criança ou um idoso na rua, podia ter atacado também. Ele atacou meu cachorro, estraçalhou e matou”, declarou.
De acordo com Naiara, tudo aconteceu em questão de segundos. “Esse pitbull estava passando na rua e atacou o meu cachorro. Empurrou ele para o asfalto, saiu arrastando ele e puxando pelo pescoço. Meu cachorro morreu”, contou.
Após o ataque, a tutora publicou mensagens em grupos de moradores do Guanandi tentando identificar o responsável pelo animal. Conforme ela, vizinhos apontaram uma residência onde o pitbull viveria, mas o morador negou ser o tutor do cão.
“Falaram para mim que ele tem um casal de pitbull. Quando fui conversar, ele disse que só tinha a fêmea”, afirmou.
Ainda segundo Naiara, moradores relataram outros episódios envolvendo o mesmo cachorro. “Uma mulher me mandou áudio falando que esse é o macho e que ele vive solto na rua. Ela falou que faz duas semanas que ele avança nas pessoas”, disse.
A mulher também criticou a dificuldade para conseguir atendimento dos órgãos públicos após o ocorrido. Ela contou que tentou contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mas não obteve resposta.
“Eu liguei no setor de zoonoses e ninguém atendia. Depois chamei a Polícia Militar, mas falaram que não podiam fazer nada e mandaram eu procurar a Polícia Civil”, relatou.
O ataque aconteceu na frente das filhas de Naiara, que presenciaram toda a cena. Segundo a mãe, as crianças ficaram emocionalmente abaladas com a morte do animal de estimação.
“Era o cachorro das minhas filhas. A menor ainda está chorando e pedindo por ele”, lamentou.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro como omissão de cautela na guarda de animais. A Polícia Civil investiga o caso.
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